Carta Verde MotoEconomize On Emitir
Obrigatória na fronteira · Sancor Seguros

Carta Verde
para moto

O seguro que a aduana pede para você entrar na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. A partir de R$ 46, emitido em minutos.

Emitir agora Pix ou cartão · certificado no e-mail e no WhatsApp
US$ 40 milpor pessoa que você machucar — é o que ela cobre
R$ 0pelo seu tratamento — para você, é o seguro viagem
3 a 365dias de vigência, do bate e volta ao ano inteiro
Resposta curta

O que é a Carta Verde de moto

A Carta Verde é o seguro obrigatório de responsabilidade civil que toda moto com placa brasileira precisa ter para rodar na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Se você fechar um carro, derrubar um muro ou atropelar alguém, é ela que paga o prejuízo do terceiro, em dólar, sob a lei do país onde aconteceu. Ela não paga o seu hospital, não paga o do garupa e não paga o conserto da sua moto. É pedida na aduana em qualquer travessia, nem que você fique três horas do outro lado.

Quem exige
Acordo do Mercosul, conferido na aduana
Quem garante o risco
Sancor Seguros S.A. · CNPJ 17.643.407/0001-30
Quanto custa
A partir de R$ 46 · valor da sua moto sai na cotação
Vale em
Argentina, Uruguai e Paraguai, na mesma apólice
Não vale em
Chile, que exige o SOAPEX local
Quem fica de fora
Você, o garupa e a sua moto
Trecho 01 — a conta que quase ninguém faz

Três coisas podem
quebrar numa queda.
Um seguro só cobre uma.

Motociclista sério separa isso em três: o outro, você e a moto. A Carta Verde resolve o primeiro item da lista e ponto final. Os outros dois são contratos diferentes — e quem não fecha os três volta de avião pagando o resto em dólar.

Camada 1 — o terceiro

Carta Verde

Obrigatória

Paga o que você causar a quem estava fora da sua moto: o carro amassado, o muro, a pessoa atropelada.

  • Danos materiais e corporais a terceiros
  • Honorários de advogado se você for processado lá
  • Sem ela, a aduana não libera a passagem
Camada 2 — você e o garupa

Seguro viagem

Não é obrigatório, é essencial

Paga o seu hospital, a cirurgia, a remoção de ambulância e a volta pra casa. Nenhum centavo disso está na Carta Verde.

  • Despesa médica e hospitalar por acidente
  • Remoção médica e repatriação sanitária
  • Invalidez permanente e translado de corpo
Camada 3 — a máquina

Seguro da moto

Opcional, mas pesa no bolso

Tombo, roubo, incêndio. Se a moto virar sucata a 2.000 km de casa, é essa apólice — ou o seu bolso.

  • Extensão Mercosul no seguro da moto, contratada antes
  • Assistência com guincho no exterior, quando disponível
  • Confirme se a sua seguradora aceita a extensão para moto
Trecho 02 — a parte que dói

Você cai sozinho
numa reta da Ruta 40.
Quem paga?

Não teve terceiro. Não teve carro. Teve areia na curva, ombro deslocado e uma cidade a 180 km. A Carta Verde não entra nessa história em nenhum momento — ela existe para proteger quem você atingir, e aqui você não atingiu ninguém. Quem paga o resgate, o raio-x e o hospital é você, em pesos, no cartão.

Quem cobre o quê numa queda no exterior
SituaçãoQuem paga
Carro de terceiro amassado por vocêCarta Verde
Pedestre atropelado por vocêCarta Verde
Sua cirurgia depois da quedaSeguro viagem
Braço quebrado do garupaSeguro viagem
Ambulância da estrada até a cidadeSeguro viagem
Voltar ao Brasil deitado, em UTI aéreaSeguro viagem
Moto batida ou roubadaSeguro da moto
Guincho da sua moto na estradaAssistência 24h

Cuidado: nem todo seguro viagem cobre moto

Essa é a pegadinha que derruba motociclista todo ano. Boa parte das apólices de seguro viagem trata condução de motocicleta como atividade de risco e exclui, ou cobre só em condições específicas. Antes de comprar qualquer plano, exija ver por escrito:

  • Condução de motocicleta está coberta? Algumas seguradoras excluem motociclistas de todas as garantias. Comprar sem checar é ficar sem atendimento justamente na hora.
  • Tem limite de cilindrada? Várias apólices só cobrem até certa cilindrada ou exigem habilitação compatível e capacete.
  • Cobre o trecho brasileiro? Muitos planos só valem fora do país. Se você cair na BR ainda no Brasil, a viagem toda pode estar descoberta.
  • Qual o teto médico? Para rodar na América do Sul, planos na faixa de US$ 60 mil a US$ 150 mil são o mais recomendado — queda de moto internação é diferente de dor de barriga em hotel.
  • Inclui remoção médica e repatriação? Na Patagônia e no norte argentino a distância até um hospital grande é o item mais caro da conta.
  • O garupa tem apólice própria? Seguro viagem é individual. Duas pessoas na moto, duas apólices.

Nós cotamos os dois produtos juntos. Emita a Carta Verde aqui e peça no atendimento a cotação do seguro viagem com cobertura de motociclismo — vale a pena sair com os dois na mão.

Trecho 03 — vigência e preço

Conte pelo dia
da volta

A vigência tem que cobrir todos os dias em que a moto estiver fora do Brasil, inclusive os países de passagem e os dias parado esperando peça. Apólice que vence no meio do rolê deixa você sem cobertura e sem documento válido para voltar.

3 diasR$ 46 bate e volta na fronteira Emitir
7 diasR$ 86 feriadão em Misiones ou no Uruguai Emitir
Mais pedido 15 diasR$ 142 rolê até Bariloche e volta Emitir
30 diasR$ 212 Ushuaia sem correria Emitir

Estes são os valores de referência publicados. O preço exato da sua moto aparece na cotação, antes de você pagar qualquer coisa — cilindrada e vigência mudam o número. A Sancor também trabalha com 45, 90 e 365 dias; quem mora na fronteira e cruza toda semana quase sempre economiza com o anual. Faça a cotação e confira.

Trecho 04 — quem responde quando der ruim

Corretora não paga
sinistro. Seguradora paga.

Tem muito site de Carta Verde escrevendo "seguradora autorizada" sem dizer qual. Aqui vai a informação inteira, para você conferir na SUSEP antes de passar o Pix.

Carrega o risco

Sancor Seguros S.A.

Seguradora de origem argentina, do Grupo Sancor Seguros, com cerca de 80 anos de mercado e mais de dez anos operando no Brasil. Isso importa na prática: se você bater lá, a operação brasileira abre o sinistro e conduz o caso junto à Sancor do país onde aconteceu. O terceiro é atendido pela rede do próprio grupo, em espanhol, sem você virar intérprete de beira de estrada.

CNPJ
17.643.407/0001-30
Processo SUSEP
15414.626685/2023-29
SAC
0800 200 0392
Aviso de sinistro
4003 0395 · 0800 200 0395
Vende, emite e atende

Economize On

Corretora registrada, fundada em setembro de 1999, sede em São Paulo, mais de 200 mil apólices emitidas. Nosso trabalho aqui é achar o menor preço válido para a sua moto, emitir o certificado certo para a sua rota e cotar junto o seguro viagem com cobertura de motociclismo. A indenização, quando houver, sai da seguradora.

Razão social
Economize On – Corretora de Seguros Ltda
CNPJ
03.417.343/0001-44
Fundação
27/09/1999
Responsável técnico
Cláudio Royo · Registro SUSEP 222142178
Limites de indenização — padrão Mercosul, em dólares
GarantiaLimite
Danos corporais, por pessoa vitimadaUS$ 40.000
Danos corporais, máximo por eventoUS$ 200.000
Danos materiais, por bem atingidoUS$ 20.000
Danos materiais, máximo por eventoUS$ 40.000
Honorários advocatíciosaté 50% da indenização

Confirme os limites no certificado emitido. As condições gerais da apólice prevalecem sobre qualquer resumo desta página.

Trecho 05 — para onde essa apólice te leva

Os rolês clássicos
de duas rodas

A Carta Verde cobre Argentina, Uruguai e Paraguai na mesma apólice. Isso muda o planejamento: você não precisa de três seguros para emendar países, precisa de um certificado com vigência que comece no primeiro dia fora do Brasil.

≈ 8.000 km ida e volta · 25 a 30 dias

Ushuaia, o fim do mundo

Sai pelo Rio Grande do Sul em Uruguaiana, desce pela RN-3 pela costa atlântica e entra no Chile duas vezes na Terra do Fogo. Vento lateral constante e postos espaçados. Atenção: os trechos chilenos exigem SOAPEX, que a Carta Verde não substitui.

≈ 5.000 km ida e volta · 15 a 20 dias

Bariloche e a Rota dos Sete Lagos

O rolê mais pedido. Uruguaiana, RN-14, depois oeste pela RN-22 até a cordilheira. Asfalto bom quase todo o caminho, frio sério fora do verão e serra com curva fechada no fim. Leva capa de chuva mesmo em janeiro.

≈ 2.000 km ida e volta · 7 a 10 dias

Missões e Cataratas

Entra por Foz do Iguaçu ou pela balsa de Porto Xavier e roda Misiones: Cataratas do lado argentino, San Ignacio Miní, estrada vermelha e verde o tempo todo. Rolê de feriadão, ótimo para primeira viagem internacional de moto.

≈ 3.000 km ida e volta · 10 a 14 dias

Uruguai pela costa e volta pela Argentina

Chuí, Punta del Este, Montevidéu, cruza para a Argentina pela ponte de Fray Bentos e volta por Uruguaiana. Dois países, uma apólice — só lembre que a vigência começa no dia em que você entra no Uruguai, não no dia da Argentina.

Ripio, cascalho e areia

Fora das rotas principais o asfalto some. Pneu misto e cadência de estrada de terra fazem mais diferença que cilindrada. É onde a maioria das quedas de viagem acontece — e onde não tem terceiro para a Carta Verde cobrir.

Vento da Patagônia

Rajada lateral forte é rotina na RN-3 e na RN-40. Baú alto e bagagem larga viram vela. Desça o peso, aperte tudo e evite rodar no fim da tarde, quando o vento costuma apertar.

Combustível e distância

Abasteça sempre que a autonomia cair pela metade. Em trechos do sul argentino a distância entre postos passa de 200 km, e faltar combustível é rotina de sexta à noite. Galão de reserva vale o espaço.

Trecho 06 — a parada na guarita

Como passar
sem perder o dia

São duas filas: migração carimba as pessoas, alfândega libera a moto. A Carta Verde é pedida na segunda. Deixe tudo num plástico dentro da jaqueta — descer, abrir baú e procurar papel com fila atrás é o que trava a passagem.

Da moto

  • CRLV do ano vigente, sem restrição.
  • Certificado Carta Verde impresso e o PDF salvo offline.
  • Moto financiada: autorização do banco para sair do país.
  • Moto de outra pessoa: autorização de uso no exterior com firma reconhecida.

Suas e do garupa

  • RG em bom estado, emitido há menos de dez anos, ou passaporte.
  • CNH categoria A válida — ela dirige, mas não substitui documento de viagem.
  • Garupa menor de idade sem os dois pais: autorização com firma reconhecida.
  • Apólice do seguro viagem, uma para cada pessoa.

Bagagem e detalhes

  • Baú e alforje podem ser abertos na inspeção. Organize pensando nisso.
  • Algumas pontes cobram taxa de travessia em reais e em espécie, nos dois sentidos.
  • Capacete é obrigatório para piloto e garupa nos três países.
  • Emita a Carta Verde na véspera. Na fronteira você paga mais caro e depende de sinal de celular.

Vai de carro em outra viagem? O guia das nove travessias terrestres entre Brasil e Argentina está no nosso site de Carta Verde para a Argentina — e o guia local das pontes de Foz está em Carta Verde Foz.

Trecho 07 — perguntas frequentes

Tudo que o pessoal
pergunta antes de sair

Quarenta e nove respostas diretas, sem enrolação. Se a sua dúvida não estiver aqui, chama a gente antes de pagar.

O básico e a lei

A Carta Verde é obrigatória para moto?

É. Vale para qualquer veículo com placa brasileira que entre na Argentina, no Uruguai ou no Paraguai — moto de 125 ou big trail de 1200, tanto faz. Inclusive se você for só almoçar do outro lado e voltar no mesmo dia.

E se eu chegar na fronteira sem ela?

O mais comum é não ser liberado e ter que resolver ali, pagando mais caro e perdendo horas de estrada. Também existe risco de multa e de retenção da moto. E se você bater sem o seguro, responde pessoalmente pelo prejuízo do terceiro, em moeda estrangeira.

De onde vem essa exigência?

Dos acordos de transporte do Mercosul e das resoluções do Grupo Mercado Comum, que padronizam as coberturas mínimas e o certificado bilíngue. No Brasil quem regula é a SUSEP, que chama o produto de Seguro Carta Verde.

Por que "carta verde" se hoje é digital?

Porque o certificado precisava ser impresso em papel verde. A Circular SUSEP nº 614/2020 acabou com essa exigência e liberou o formato digital. O apelido ficou.

Vale para os três países ou preciso de um por país?

Um só. A mesma apólice cobre Argentina, Paraguai e Uruguai. Informe todos os países da rota na contratação para o certificado sair correto.

Preciso dela para andar de moto só no Brasil?

Não. Ela só existe para circulação fora do país.

Moro na fronteira e cruzo toda semana. Emito toda vez?

Você precisa estar coberto em toda travessia. Para esse perfil, a vigência de 365 dias sai muito mais barata do que emitir avulso. Peça a cotação do anual.

Você, o garupa e o seguro viagem

O garupa está coberto pela Carta Verde?

Não. Quem vai na sua moto não é terceiro para efeito dessa apólice. Piloto e garupa ficam de fora de todas as garantias. Quem cobre vocês dois é o seguro viagem, e ele é individual: duas pessoas na moto, duas apólices.

E eu, o piloto, tenho alguma cobertura?

Nenhuma pela Carta Verde. Seu tratamento médico, sua invalidez e sua volta ao Brasil dependem de seguro viagem ou de acidentes pessoais contratado à parte.

Então para que serve a Carta Verde?

Para duas coisas: liberar a sua passagem na aduana e pagar o prejuízo de quem você atingir. É responsabilidade civil — protege o outro, e ao proteger o outro protege o seu patrimônio de um processo lá fora.

Por que motociclista precisa mesmo de seguro viagem?

Porque a maioria das quedas de viagem é sem terceiro nenhum: areia na curva, cascalho, animal na pista, vento. Nesses casos a Carta Verde não entra em momento algum, e quem paga ambulância, cirurgia e internação é você, em moeda local. Numa região remota, só a remoção médica já custa mais que a viagem inteira.

Meu seguro viagem cobre acidente de moto?

Talvez não — e essa é a pegadinha mais cara do meio. Muitas apólices tratam condução de motocicleta como atividade de risco e excluem, algumas cobrem só até certa cilindrada, outras exigem capacete e habilitação compatível. Exija ver a cláusula por escrito antes de comprar.

Qual cobertura médica devo contratar?

Para rodar na América do Sul, a faixa mais indicada fica entre US$ 60 mil e US$ 150 mil em despesas médicas. Queda de moto costuma virar internação e cirurgia, não consulta.

O seguro viagem cobre o trecho dentro do Brasil?

Depende do plano. Vários só valem fora do país, o que deixa a subida ou a descida pela BR descoberta. Se boa parte do seu rolê é em território brasileiro, procure um plano que inclua trecho nacional.

O que é repatriação sanitária e por que importa?

É a volta ao Brasil sob cuidado médico, às vezes em UTI aérea. É o item mais caro de qualquer acidente grave no exterior e o principal motivo para não economizar no seguro viagem.

Vocês vendem o seguro viagem também?

Sim. Emita a Carta Verde por aqui e peça no atendimento a cotação do seguro viagem com cobertura de motociclismo — o ideal é sair de casa com os dois na mão.

A sua moto

A Carta Verde cobre a minha moto?

Não. Nenhum dano à moto segurada está coberto: nem tombo, nem colisão, nem roubo, nem incêndio.

Como protejo a moto no exterior, então?

Com extensão Mercosul no seguro da sua moto, contratada no Brasil antes da viagem. Nem toda seguradora oferece essa extensão para motocicleta — confirme com a sua antes de fechar o roteiro.

Qualquer cilindrada é aceita?

Sim. A Carta Verde atende motocicletas de qualquer cilindrada, de uso particular, registradas em nome de pessoa física no Brasil.

Moto em nome de empresa dá?

Nesta modalidade, não. O registro precisa ser de pessoa física.

E moto de aplicativo ou entrega?

O produto é para uso particular. Uso remunerado foge do que está previsto na apólice e pode derrubar a cobertura. Se esse é o seu caso, fale com a gente antes.

Reboque, trailer de moto ou sidecar entram?

Reboques e motorhomes não entram nesta modalidade. Se a sua configuração é fora do padrão, avise antes de programar a viagem, para não descobrir na guarita.

Tem guincho para a moto na estrada?

Não pela Carta Verde. Ela é responsabilidade civil, não assistência. Guincho, chaveiro e hospedagem por pane dependem de assistência 24h contratada à parte ou incluída no seguro da moto.

Preço, vigência e contratação

Quanto custa para moto?

A partir de R$ 46. Os valores publicados de referência são R$ 46 para 3 dias, R$ 86 para 7, R$ 142 para 15 e R$ 212 para 30. O preço exato da sua moto aparece na cotação, antes do pagamento.

Moto é mais barato que carro?

Costuma ser, mas varia por seguradora, cilindrada e vigência. Em vez de prometer desconto no site, mostramos o número real na cotação — leva menos de dois minutos.

Que vigência escolher?

Do dia em que você cruza a fronteira até o dia em que volta a pisar no Brasil, com folga de um ou dois dias. Moto quebra, chove, fila de aduana acontece. Vigência apertada é economia que sai cara.

Existe plano de 60 ou 180 dias?

As vigências disponíveis são 3, 7, 15, 30, 45, 90 e 365 dias. Se o seu rolê cai entre duas faixas, pegue a de cima.

Dá para emitir em cima da hora?

Dá, a emissão sai em minutos. Ainda assim emita na véspera: se algum dado do CRLV divergir, você corrige em casa e não na fila.

Como pago?

Pix ou cartão de crédito. No Pix a confirmação é na hora.

Consigo cancelar ou mudar as datas?

Depois que a vigência começa, cancelamento não é a regra do produto. Alteração de data precisa ser pedida antes do início da vigência — se mudou o plano da viagem, fale com a gente na mesma hora.

Aduana e documentos

Preciso levar o certificado impresso?

O documento vale em formato digital, mas leve impresso. Celular sem bateria depois de oito horas de estrada é rotina, e sinal na guarita é loteria. Uma folha no baú resolve.

O que pedem exatamente na fronteira?

CRLV da moto, certificado Carta Verde, CNH categoria A válida e documento de viagem: RG em bom estado emitido há menos de dez anos, ou passaporte.

Posso viajar com a moto de outra pessoa?

Pode, com autorização de uso de veículo no exterior, com firma reconhecida em cartório. Sem ela a alfândega não libera a saída.

Moto financiada sai do país?

Sai, com autorização do banco ou da financeira. Peça com semanas de antecedência: costuma demorar.

Levar bagagem de sobra dá problema?

Baú e alforje podem ser abertos na inspeção. Não leve mercadoria nova com nota para revenda e mantenha o essencial acessível — quanto mais rápido o agente confere, mais rápido você anda.

Capacete é obrigatório nos três países?

É, para piloto e garupa. Além de lei, é condição que aparece em exclusões de várias apólices de seguro viagem.

Preciso de Permissão Internacional para Dirigir?

Não é obrigatória — a CNH brasileira dentro da validade é aceita. Mas ela facilita a conversa se você for parado por uma autoridade que não lê português.

Estrada e rotas

Vou entrar na Argentina pelo Uruguai. Muda algo?

Muda a data de início: a vigência começa no dia em que você cruza para o Uruguai, não no dia em que entra na Argentina. A mesma apólice cobre os dois países.

E passando pelo Paraguai?

Mesma lógica. A rota mais rodada entra por Foz do Iguaçu e Ciudad del Este e cruza para a Argentina em Encarnación–Posadas.

A Carta Verde vale no Chile?

Não. O Chile exige o SOAPEX, seguro obrigatório local para veículo de placa estrangeira, contratado à parte. Quem vai a Ushuaia cruza o Chile duas vezes e precisa dos dois documentos.

E na Bolívia, Peru ou Colômbia?

Fora do Mercosul a Carta Verde não vale. Vários desses países exigem o SOAT local, contratado na entrada. Planeje isso antes de subir o continente.

Qual travessia é melhor para quem vai a Buenos Aires?

Saindo do Rio Grande do Sul, Uruguaiana–Paso de los Libres pela RN-14 é a rota direta. Se quiser fugir do fluxo de caminhão, São Borja–Santo Tomé é mais calma pelo mesmo eixo.

Tem travessia aberta 24 horas?

As pontes grandes, Foz do Iguaçu e Uruguaiana, operam em horário ampliado. As balsas menores têm horário reduzido e param por cheia do rio. Confirme no dia.

Qual a melhor época para rodar no sul argentino?

De novembro a março, pelo clima. Fora dessa janela, a Patagônia mistura frio, vento forte e trecho fechado — e o risco de queda sobe junto, o que reforça a necessidade do seguro viagem.

Se der problema

Bati em alguém. O que faço primeiro?

Registre a ocorrência com a polícia local, fotografe tudo, anote placa e dados do terceiro e guarde qualquer papel entregue a você. Sem registro local, a regulação do sinistro fica muito mais difícil.

Como aviso o sinistro?

Ligue para a Sancor Seguros do Brasil: 4003 0395 nas capitais, 0800 200 0395 nas demais localidades. Abra o aviso ainda no exterior, com o número da apólice em mãos.

E o terceiro, como recebe?

Depois que você abre o sinistro no Brasil, o terceiro comunica o caso no país onde ocorreu usando o seu número de sinistro. Os telefones de acionamento em cada país estão no certificado.

Preciso resolver tudo em espanhol?

Não. A operação brasileira da Sancor faz a análise e conduz os trâmites junto à Sancor do país do acidente. Você fala português com quem te vendeu o seguro.

Existe situação que anula a cobertura?

Sim, e a principal é dirigir sob efeito de álcool ou drogas. Também ficam de fora danos causados de propósito e uso da moto fora do previsto na apólice, como transporte remunerado. Leia as condições gerais que vêm junto com o certificado.

Trecho 08 — leitura de garagem

Guias para planejar
o rolê inteiro

Ushuaia de moto: o guia do Brasil ao fim do mundo →

Etapas, quilometragem por dia, os dois cruzamentos do Chile, SOAPEX, vento e a época certa de ir.

Carta Verde para moto: o que é, o que cobre, quanto custa →

O guia definitivo do seguro obrigatório: limites em dólar, o que fica de fora e como emitir em minutos.

Seguro viagem para motociclista: o guia sem pegadinha →

Por que muitas apólices excluem moto, as 6 cláusulas para exigir por escrito e quanto de cobertura contratar.

A fronteira não negocia

Escolha a vigência, pague no Pix e receba o certificado antes de dar a partida. Leva menos tempo do que calibrar o pneu.

Emitir Carta Verde — a partir de R$ 46